A NR-1 e os riscos psicossociais

By 26 de fevereiro de 2026Notícias

A atualização da NR-1 e a inclusão do debate sobre riscos psicossociais têm aparecido com cada vez mais frequência na agenda das empresas brasileiras. Segundo o sócio Fabiano Zavanella, a preocupação do é legítima, mas precisa ser tratada com equilíbrio e método.

“Tenho participado de diversos eventos, palestras, workshops e treinamentos em que o tema da NR-1 e dos riscos psicossociais aparece com frequência. As empresas estão preocupadas, e com razão”, afirma Zavanella, que tem acompanhado de perto as dúvidas práticas das lideranças e áreas de RH e Jurídico diante das mudanças.

Apesar do alerta, o advogado destaca que o cenário não deve ser encarado como um “recomeço do zero” na gestão. “É importante deixar claro: não se trata de terra arrasada”, explica. Para ele, o caminho não é desqualificar toda a estrutura existente, e sim entender onde estão os pontos de atenção: “É necessário mapear eventuais distorções, corrigir o que for possível e compreender os riscos existentes”.

Ambiente saudável sem perder produtividade
Na avaliação de Zavanella, construir um ambiente de trabalho saudável, respeitoso e acolhedor é uma diretriz essencial – mas isso não pode ser confundido com ausência de metas, cobrança ou foco em desempenho.

“É fundamental construir um ambiente saudável, respeitoso e acolhedor, mas isso não significa descuidar da produtividade, das cobranças e das entregas”, diz. Ele reforça que a busca por resultados é parte natural da dinâmica empresarial: “As empresas precisam gerar resultados, competem no mercado e têm metas a cumprir, e isso não é um problema”.

O risco, segundo ele, está na forma como a gestão é conduzida no dia a dia e nas práticas que, somadas, podem aumentar exposição a adoecimento e conflitos internos.

Pontos de atenção na rotina de gestão
Entre os cuidados práticos que exigem revisão, o sócio chama a atenção para situações recorrentes no cotidiano corporativo. “O risco está na forma como a gestão é conduzida”, afirma, apontando a necessidade de atenção a fatores como:

• Jornadas excessivas;
• Respeito a intervalos e pausas;
• Observância de férias e períodos de descanso;
• Inclusão de trabalhadores em grupos de WhatsApp e outras ferramentas não corporativas;
• Forma como acontecem comandos, feedbacks, integração, treinamento e a própria cultura de liderança.

Benefícios para pessoas e para o negócio
Zavanella pontua que, quando o tema é tratado como uma agenda real de gestão, os ganhos são concretos e vão além da conformidade. “Quando a empresa trata esse tema como uma pauta efetiva, consegue reter talentos, melhorar resultados, reduzir o absenteísmo e evitar o aumento de afastamentos por questões de saúde mental”, observa.

Por fim, o advogado ressalta que a adaptação tende a ser progressiva e deve ser conduzida com pragmatismo: “É um processo gradual. É hora de olhar com atenção, ajustar o que for necessário e avançar”. E conclui: “Sem dúvida, isso traz benefícios tanto para os trabalhadores quanto para as empresas”.

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